Linhas de Pesquisa

RedeNeuro: ecossistema de divulgação científica em neurociências

Resumo

O projeto RedeNeuro propõe consolidar, qualificar e ampliar, ao longo de 36 meses, um ecossistema integrado de divulgação científica (DC) em neurociências, articulando as Olimpíadas Brasileiras de Neurociências (OBN/OBNG), o Museu de Neurociências (MN: presencial, virtual e itinerante), a Semana do Cérebro no Rio de Janeiro, as oficinas educativas e a produção de materiais inclusivos e acessíveis. A proposta, se ainda não, conta com infraestrutura institucional estável e reconhecida pela UFRJ, operada pelo Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (coordenação, formação, pesquisa e desenvolvimento de ações/processos em DC) e pelo MN (implementação, validação, difusão e acessibilidade), com histórico contínuo de ações nacionais e internacionais e resultados mensuráveis em alcance, formação e engajamento público. O ecossistema integra produtos e processos já maduros e validados em contextos reais — provas e cursos preparatórios das olimpíadas, comitês locais em todo o Brasil, conteúdos digitais, exposições, mediação científica e um portfólio amplo de oficinas “hands-on” (incluindo recursos táteis e tecnologias assistivas), orientado por princípios de ciência aberta e por avaliação contínua baseada em evidências. As metas centrais incluem: ampliar a capilaridade e padronizar as atividades; fortalecer a inclusão, a equidade e a acessibilidade; consolidar o MN como polo híbrido, com módulos interativos e roteiros de mediação; desenvolver e validar novos produtos e processos; formar recursos humanos multinível; e internacionalizar o modelo, com a preparação de uma Competição Latino-americana de Neurociências, em articulação com a Federação das Sociedades Latino-Americanas de Neurociências, posicionando o Brasil como polo de cooperação no Sul Global. Assim, o projeto combina inovação social e educacional, sustentabilidade institucional e transferência de tecnologias sociais para escolas, museus e redes de ciência, com impacto educacional, cultural e social mensurável.

1. Objetivos.

Consolidar e expandir, em 36 meses, um ecossistema nacional de divulgação científica em neurociências (RedeNeuro), integrado por: a) olimpíadas científicas (ensino médio e graduação); b) museu de neurociências (presencial, virtual e itinerante); c) programas continuados de oficinas, formação e produção de materiais de DC, com impacto educacional, social e cultural mensurável e com ênfase em inclusão, acessibilidade e transferência de conhecimento para públicos não especializados; e d) pesquisa em DC.

Objetivos Específicos:

  • Fortalecer as Olimpíadas Brasileiras de Neurociências (OBN e OBNG) com infraestrutura nacional permanente de engajamento público e formação científica, ampliando o credenciamento e suporte a Comitês Locais, a continuidade da produção de conteúdo e ações de DC (vídeos, encontros remotos/híbridos, atividades presenciais e itinerantes).

  • Aumentar a capilaridade e o acesso, com diversidade e inclusão, às olimpíadas de neurociência e ao museu de neurociências, adotando metas explícitas de alcance nacional e equidade: (a) ampliando a representatividade dos estados federativos; (b) incentivando a paridade de gênero e a inclusão de participantes/visitantes; e (c) ampliando a participação de estudantes de escolas públicas, alinhado às experiências já consolidadas do proponente e do NuDCEN.

  • Consolidar o Museu de Neurociências como polo híbrido de DC especializada, articulando exposição/itinerância, mediação e acessibilidade geográfica por plataforma digital permanente, integrando o “antes, durante e depois” das visitas e das competições (preparação, vivência e aprofundamento), fortalecendo a sustentabilidade institucional do ecossistema e senso de comunidade de saberes.

  • Pesquisar, desenvolver e validar ações e processos de comunicação pública da ciência com base em evidências (materiais didáticos, oficinas, coleções de conteúdos digitais, jogos educativos e protocolos de mediação), ampliando a capacidade de transferência e replicação do modelo através da RedeNeuro (escolas, universidades, museus e comitês locais). A sistematização conceitual e metodológica será ancorada na experiência acumulada e na produção acadêmica do campo, especialmente em DC e suas dimensões multidisciplinares aplicadas a projetos estruturantes e de larga escala (ARANHA; SHOLL-FRANCO, 2025).

  • Estruturar a internacionalização do ecossistema RedeNeuro, a partir da experiência brasileira já consolidada com a OBN/OBNG e sua articulação internacional, preparando, em cooperação com a Federação das Sociedades Latino-americanas de Neurociências (FALAN), a criação de uma Competição Latino-americana de Neurociências a iniciar em 2027, com sede inicial no Brasil e modelo itinerante entre países membros; bem como das atividades do museu por parcerias e colaborações com outras instituições do sul global, alinhado com a capacidade instalada pelo comitê brasileiro das olimpíadas, no histórico de coordenação nacional e na expertise formativa oriunda de projetos de extensão e pós-graduação vinculados ao proponente, com potencial de ampliar cooperação regional, circulação de materiais e padronização de boas práticas.

2. Metas.

As metas do projeto estão estruturadas de modo a articular variadas ações de DC sobre neurociências, gerando sinergia e criando um ecossistema de DC em neurociências (rede) de ações, consolidando, expandindo e internacionalizando aquelas já existentes, testadas e reconhecidas, ampliando o impacto educacional, social, institucional e científico ao longo dos 36 meses de execução.

META 1 – AMPLIAR A CAPILARIDADE, A PADRONIZAÇÃO E O ALCANCE DAS OLIMPÍADAS DE NEUROCIÊNCIAS (OBN/BBB e OBNG/UBBB). ALVO: Aumentar em 30% o número de comitês locais ativos em relação ao último ano; aumentar a representatividade das regiões Norte e Centro-oeste; desenvolver 12 ações de DC. INDICADORES: (a) número de edições da OBN/OBNG; (b) número de comitês locais ativos e credenciados; (c) número de participantes; (d) número de estados representados; (e) número de materiais de DC ofertados. MARCO: semestral. VERIFICAÇÃO: relatórios anuais; listas de inscritos/concluintes; registro de comitês.

META 2  AUMENTAR A INCLUSÃO, A DIVERSIDADE E A EQUIDADE DE ACESSO NAS OLIMPÍADAS E AO MUSEU DE NEUROCIÊNCIAS. ALVO: elevar o % de participação de escolas públicas; manter a paridade (%) de gênero; elevar o % de bom/ótimo na pesquisa de satisfação no item Acessibilidade/Acolhimento. INDICADORES: (a) % de participantes de escolas públicas/privadas (OBN), participação por gênero (OBN e OBNG) e estados participantes; (b) “n” de recursos de acessibilidade ofertados; (c) % de satisfação na pesquisa de satisfação. MARCO: semestral. VERIFICAÇÃO: formulários de inscrição; questionários.

META 3 CONSOLIDAR O MUSEU DE NEUROCIÊNCIAS COMO POLO HÍBRIDO DE DC. ALVOS: elevar % visitantes presenciais acumulados e de usuários únicos na plataforma virtual; 4 ações de DC/ano; atender 10 instituições/ano; produzir 6 roteiros de mediação e 6 módulos interativos na vigência. INDICADORES: (a) visitantes presenciais; (b) acessos/usuários únicos; (c) “n” de ações de DC realizadas; (d) instituições atendidas; (e) roteiros de mediação e módulos expositivos implementados. MARCO: anual, relatório consolidado de público e de programação. VERIFICAÇÃO: controle de público; Analytics; relatórios; fotografias e acervo.

META 4 PESQUISAR/DESENVOLVER AÇÕES INOVADORAS DE DC (PRODUTOS E PROCESSOS) ALINHADAS À PROPOSTA CIÊNCIA ABERTA. ALVO: desenvolver 4 projetos de pesquisa/desenvolvimento em DC; validar em contextos distintos (ex.: museu + escola etc.); formalizar 3 novas parcerias; produzir 3 relatórios técnicos (1/ano) e 4 produções acadêmicas diretamente associadas aos projetos. INDICADORES: (a) número de projetos; (b) evidências de validação (protocolos, etc.); (c) outputs acadêmicos/técnicos associados (artigos, capítulos, etc.). MARCO: semestral. VERIFICAÇÃO: relatórios de pesquisa; termos de cooperação/declarações; publicações.

META 5 INTERNACIONALIZAÇÃO EXPANSÃO NO SUL GLOBAL. ALVO: expansão latino-americana da OBN, firmando parcerias com adesão formal de pelo menos 3 países (ou sociedades/representações); realizar 1 piloto binacional da OBN; constituir 1 parceria internacional (Sul Global) com o Museu de Neurociências para desenvolvimento de projetos bilaterais e capacitação recíproca. INDICADORES: (a) países/entidades aderentes; (b) comitês internacionais; (c) realização de um piloto (simulado ou edição piloto). MARCO: anual; confirmação de parceiros até o mês 18; piloto OBN até o mês 30. VERIFICAÇÃO: atas, cartas de adesão, documentos publicados, registros do piloto.

META 6 FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS E SUSTENTABILIDADE DO ECOSSISTEMA. ALVO: ofertar 60 horas/ano de capacitação estruturada em DC, com 2 turmas/ano e 100 concluintes/ano (mínimo); oferta de vagas para estágio e para formação em pesquisa em DC. INDICADORES: (a) “n” de bolsistas e participantes; (b) carga de formação ofertada (horas/ano) e número de turmas/participantes; (c) retenção/continuidade (% de retorno por ciclo anual). MARCO: anual. VERIFICAÇÃO: listas de presença e certificados.

3. Metodologia e a gestão da execução.

O projeto parte da articulação de iniciativas já consolidadas há mais de 20 anos, formando o ecossistema RedeNeuro, orientado pela pesquisa e pelo desenvolvimento de ações e processos em DC. Conta com estruturas físicas e digitais, recursos humanos e organizacionais estáveis, que serão integradas e expandidas, além de parcerias internas à UFRJ e externas já consolidadas (ARANHA; SHOLL-FRANCO, 2025). A execução terá como sedes de gestão, desenvolvimento e pesquisa o Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (NuDCEN/UFRJ) e, como sede de aplicação e implementação de projetos, o Museu de Neurociências (MN). O NuDCEN,coordenado pelo proponente, dispõe de infraestrutura administrativa, acadêmica e patrimonial (https://nudcen.ufrj.br), acervo de materiais didáticos, plataformas de inscrição e comunicação, além de histórico contínuo de projetos de extensão e pesquisa (com discentes de extensão, IC, mestrado, doutorado e pós-doc em DC) e de formação. Atua, ainda, como articulador das Olimpíadas Científicas (https://brazilianbrainbee.org / https://obng.cienciasecognicao.org) e como laboratório de desenvolvimento e pesquisa em DC. O MN (registro IBRAM nº 359341) tem sede física na UFRJ e sede virtual hospedada em servidor dedicado. Integra-se ao projeto como espaço híbrido permanente, combinando exposições físicas e digitais, itinerância e ações educativas não formais associadas ( https://museudeneurociencias.org ). Atuará como ambiente de experimentação, validação e difusão ampliada de ações e processos de DC, permitindo a integração entre ações competitivas (olimpíadas), formativas (oficinas) e museais. NuDCEN e MN atuarão juntos nos processos de internacionalização. Prevê-se a produção contínua e experimental de ações e processos de DC, tais como oficinas, exposições interativas, conteúdo transmídia (vídeos, textos, jogos educativos), eventos em formatos alternativos e materiais inclusivos. A natureza experimental será acompanhada de pesquisa acadêmica orientada pelos conceitos de Ciência Aberta e Ciência Cidadã. Assim, os projetos vinculados ao ecossistema RedeNeuro serão publicados para estimular a pesquisa em DC e sua replicabilidade em outros contextos. O alinhamento com a Ciência Cidadã visa atrair a sociedade a participar das pesquisas, especialmente no cenário global atual, em que o negacionismo busca invalidar o conhecimento científico. A pesquisa e desenvolvimento se darão a partir de experiências em contextos reais, assegurando continuidade, atualização e capacidade de replicação, sempre prévia aprovação do CEP (NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE, 2017; BROSSARD; LEWENSTEIN, 2009; DAVIES; SIMON, 2013; ARANHA; SHOLL-FRANCO, 2025). Contará com equipe multiprofissional e multinível, coordenada pelo proponente, envolvendo, de forma permanente, pós-doutores e iniciação científica júnior. A orientação contínua desses recursos humanos constitui elemento central da metodologia, promovendo a formação, a renovação da equipe, a transferência de conhecimento e a sustentabilidade das ações. A participação multinível se dará tanto na produção acadêmica quanto na execução direta das ações de DC (UNESCO, 2019; UNESCO, 2021; OECD, 2022). A gestão seguirá a lógica de governança em rede, com reuniões periódicas de planejamento, acompanhamento e avaliação, envolvendo a coordenação geral, as coordenações operacionais e as equipes de execução. O acompanhamento sistemático das ações considera indicadores de alcance, diversidade de público-alvo, produção de materiais, participação em atividades e desempenho institucional. Como instrumento de avaliação interna e de aprimoramento contínuo, o projeto incorpora a Análise SWOT, aplicada periodicamente à equipe coordenada pelo proponente. Essa análise permite avaliar o desempenho interno, identificar fragilidades operacionais, antecipar riscos e potencializar oportunidades, orientando ajustes metodológicos, a redefinição de prioridades e o planejamento estratégico (DAVIES; SIMON, 2013; VALENTIN, 2001). A metodologia busca assegurar a continuidade e a ampliação de ações já consolidadas, ao mesmo tempo em que cria condições estruturadas para a inovação, a internacionalização e a sustentabilidade do ecossistema de DC em neurociências (OECD, 2025; OECD, 2019; UNESCO, 2022).

4. Relevância para o setor produtivo.

Em sua dimensão objetiva, o projeto se destaca propondo uma forma de tecnologia vsocial e educacional (não formal) em rede, para ações e processos especializados em DC, cujo resultado tem potencial de impacto direto, por replicabilidade ou colaboração, em: instituições públicas, organizações da sociedade civil, redes educacionais, museus de ciência e iniciativas da economia criativa (OECD, 2025; OECD, 2019). O ecossistema RedeNeuro de DC em neurociências atuará, assim, como uma infraestrutura produtiva de conhecimento, capaz de gerar, de forma contínua, ações e processos aplicáveis a diferentes contextos institucionais. As olimpíadas científicas, o museu de neurociências e demais atividades (oficinas etc.) constituem dispositivos que mobilizam cadeias de valor associadas à DC, potencializando o contato da sociedade com o saber e o fazer acadêmico (OECD, 2019; OECD, 2023; NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE, 2017). No âmbito das instituições educacionais, o projeto impacta em escolas públicas e privadas, universidades e comunidades de conhecimento, oferecendo materiais de DC validados, metodologias testadas e serviços de capacitação em DC estruturados, considerando ainda a dimensão inclusiva e investigativa (UNESCO, 2021; UNESCO, 2022; OECD, 2022). Contribui, assim, para a melhoria da qualidade do ensino, para o estímulo a vocações científicas, para a redução de desigualdades educacionais e para o combate às fake news, aspectos alinhados a políticas públicas nacionais e internacionais de ciência, educação e inovação.

No campo da economia criativa e cultural, o MN e as ações associadas às olimpíadas científicas (OBN/OBNG) contribuem pesquisando e desenvolvendo dispositivos acessíveis, design expositivo, produção audiovisual, desenvolvimento de jogos educativos, curadoria de conteúdos e mediação cultural, estimulando parcerias com profissionais e organizações dos setores cultural, editorial e tecnológico. A produção de exposições híbridas e conteúdos digitais, como, por exemplo, o podcast “Neurodelas – Meninas nas Neurociências” (https://www.instagram.com/neurodelas.oficial/ ; https://open.spotify.com/show/2aBSaxAImEDX24K0zcheMh;https://nudcen.ufrj.br/2023/02/06/producao-academica-3/) ampliam o alcance e a sustentabilidade desses produtos culturais, potencializando sua circulação e adaptação a diferentes contextos (BRASIL, 2025; BRASIL, 2025; AMEAL et al. 2019). O projeto também apresenta relevância estratégica para instituições científicas, sociedades acadêmicas e organizações da sociedade civil de interesse público, ao oferecer um modelo estruturado em rede de DC e engajamento público, passível de adoção e adaptação por associações científicas, museus e redes regionais e internacionais (OECD, 2019; OECD, 2023; UNESCO, 2022). A perspectiva de criação de uma competição latino-americana de neurociências, em articulação com a Federação das Sociedades Latino-americanas de Neurociências (FALAN) amplia esse impacto, posicionando o Brasil como polo formador e exportador de metodologias, conteúdos e serviços de DC. Do ponto de vista do setor público, o projeto contribui, ainda, para o fortalecimento de políticas de ciência, tecnologia e inovação, educação e cultura junto ao programa POPCOIÊNCIA (MCTI), ao oferecer soluções baseadas em evidências para a comunicação pública da C&T, a promoção da cultura científica e a formação de jovens talentos (OECD, 2023; UNESCO, 2022). Esses resultados reforçam a função estratégica das universidades públicas como agentes de desenvolvimento social, cultural e produtivo.

Deste modo, fica evidente que a relevância do projeto se expressa na criação de valor social, educacional e cultural para o saber e fazer científico por meio da DC, especialmente no formato de tecnologias sociais e serviços inovadores, sustentáveis e escaláveis, plenamente alinhados aos objetivos da Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora.

5. Nível de maturidade tecnológica do atual projeto

O projeto apresenta nível avançado de maturidade tecnológica, quando analisado a partir de modelos de Technology Readiness Level (TRL) adaptados às tecnologias sociais, educacionais e culturais, conforme adotado em avaliações de projetos de inovação em educação, DC e políticas públicas (OECD, 2025; OECD, 2023; UNESCO, 2022). Diferentemente de projetos iniciais ou pilotos, o ecossistema RedeNeuro proposto encontra-se plenamente operacional, institucionalizado e em processo contínuo de ampliação e qualificação. No contexto do presente projeto, o ecossistema de DC em neurociências pode ser caracterizado como situado entre os níveis TRL 7 e TRL 9, considerando-se (OECD, 2025):

– A existência de infraestrutura física e digital estável (NuDCEN e MN, com registros e captação de verba constantes e atualizados, produção e atuação contínua);

– A execução recorrente e anual das Olimpíadas Brasileiras de Neurociências (OBN e OBNG), com competições de abrangência nacional, iniciando sua expansão internacional na américa latina e envio anual de um representante para a competição internacional desde sua fundação, em 2013;

– A validação contínua das ações e processos em contextos reais e de larga escala (escolas, universidades, museus, eventos científicos) reforça a aderência a diversos ambientes institucionais e sua relevância;

– A capacidade comprovada de captação e gestão de recursos financeiros e de pessoal (em alta quantidade de bolsistas e voluntários), com financiamentos recorrentes e sucessivos de agências federais, estaduais e institucionais.

As ações e processos desenvolvidos no âmbito do projeto (olimpíadas científicas, museu híbrido, oficinas educativas, materiais didáticos inclusivos, jogos educativos, exposições interativas e plataformas digitais) já foram implementados, testados, avaliados e vêm sendo aprimorados ao longo de múltiplos ciclos, com uso efetivo por públicos diversos. Esses produtos demonstraram viabilidade e confiabilidade, bem como alcance e estabilidade operacional, reconhecimento institucional e replicabilidade, características associadas aos níveis mais elevados de maturidade tecnológica.

A maturidade do projeto é reforçada pela continuidade temporal das ações (mais de duas décadas), pela escala crescente de público atendido, pela formação permanente de recursos humanos em todos os níveis (iniciação científica júnior, graduação, pós-graduação e pós-doutorado) e pela produção acadêmica associada, que documenta, analisa e qualifica os processos desenvolvidos. Essa combinação de execução, avaliação e sistematização científica evidencia que o projeto ultrapassa a fase de demonstração e se consolida como infraestrutura estável de divulgação científica. No horizonte do projeto, a maturidade tecnológica existente será utilizada como base para expansão funcional e geográfica, incluindo a internacionalização das ações e a criação de uma competição latino-americana de neurociências, em articulação com a Federação das Sociedades Latino-americanas de Neurociências (FALAN). Essa expansão não representa salto tecnológico não testado, mas sim escalonamento de um modelo já validado, o que caracteriza um estágio avançado de prontidão e reduz riscos operacionais.

6. Potencial do projeto para a produção tecnológica e a inovação.

O potencial para produção tecnológica e de inovação é enorme, e já vem sendo comprovado, especialmente no campo das tecnologias sociais, educacionais e culturais, ao articular divulgação científica (DC), neurociências, inclusão, museologia científica e educação não formal em um ecossistema integrado, já validado e em contínua expansão. A principal dimensão inovadora do projeto reside na sistematização, na qualificação e no escalonamento das ações e processos que já demonstraram eficácia em contextos reais. O projeto propõe a consolidação de um modelo tecnológico integrado de DC, no qual olimpíadas científicas, museu híbrido, oficinas educativas e plataformas digitais operam de forma articulada, sendo monitorados com base em evidências empíricas e em avaliação contínua (plano de melhoria contínua). No período de execução da bolsa, o projeto apresenta potencial concreto para a geração e aprimoramento de novos produtos tecnológicos, entre os quais se destacam:

(i) Protocolos metodológicos padronizados para olimpíadas científicas em neurociências (adaptáveis a outras áreas), incluindo versões acessíveis e adaptadas a diferentes contextos educacionais. Um trabalho em parceria com o Fórum Nacional de Olimpíadas Científicas, do qual o proponente é membro fundador, o programa POPCIÊNCIA (MCTI) e o pós-doc sob sua orientação no projeto CAPES PROEXT/PG sobre o desenvolvimento e ampliação das Olimpíadas de Neurociências no Brasil;

(ii) conteúdos modulares e inclusivos de DC, derivados das oficinas consolidadas, com possibilidade de replicação em escolas, museus e centros de ciência;

(iii) exposições híbridas e itinerantes, integrando recursos físicos, digitais e interativos, com atenção a acessibilidade sensorial e cognitiva; (iv) plataformas digitais de mediação científica, reunindo conteúdos, oficinas virtuais, materiais didáticos e indicadores de impacto; (v) instrumentos de avaliação e monitoramento de ações de divulgação científica, incorporando métricas quantitativas e qualitativas. Do ponto de vista dos processos inovadores, o projeto consolida práticas de gestão em rede, formação continuada de equipes multiprofissionais e integração entre pesquisa, extensão e desenvolvimento tecnológico. A incorporação sistemática de estudantes de Iniciação Científica Júnior, graduação, pós-graduação e pós-doutorado no ciclo completo de concepção, execução e avaliação das ações constitui inovação relevante no campo da formação em DC.

Outro vetor estratégico de inovação é a internacionalização das tecnologias desenvolvidas, especialmente com a perspectiva de criar a Competição Latino-americana de Neurociências, em articulação com a Federação das Sociedades Latino-americanas de Neurociências (FALAN) e em negociação com outros países do sul global. Essa iniciativa representa a adaptação e transferência de um modelo brasileiro consolidado para o contexto regional latino-americano, ampliando o impacto e a circulação das tecnologias sociais desenvolvidas. O projeto também apresenta potencial para inovação na avaliação de impacto em DC, ao integrar métodos oriundos da educação científica, da comunicação pública da ciência e museologia, permitindo a produção de dados sistemáticos sobre alcance, diversidade de públicos, aprendizagem informal e engajamento social. Esses dados retroalimentam o aprimoramento contínuo dos produtos e processos desenvolvidos.

7. Potencial do projeto para ações de empreendedorismo inovador.

No âmbito desta proposta, o empreendedorismo inovador está sendo assumido não como iniciativa mercantil individual neoliberal, mas como processo coletivo de inovação social, orientado pelo interesse público, pela responsabilidade social e pela democratização do acesso ao conhecimento científico. Trata-se, portanto, de um empreendedorismo de caráter público e social, alinhado à tradição da extensão universitária crítica e à produção de bens comuns do conhecimento. É nessa perspectiva que o projeto se estrutura, a partir da criação, gestão e difusão de tecnologias sociais e educacionais (olimpíadas científicas, museu, oficinas etc.), concebidas para operar em contextos públicos, educativos e comunitários. O ecossistema proposto é um ambiente formativo estruturado, no qual estudantes (do ensino médio, da graduação e da pós-graduação) participam de todas as etapas do ciclo de inovação social: identificação de demandas educacionais e culturais concretas, concepção de soluções baseadas em evidências, desenvolvimento de produtos educacionais, validação em contextos reais e avaliação sistemática do impacto. Essa dinâmica contribui para a formação de sujeitos com competências de iniciativa, autonomia intelectual e compromisso social, sem dissociá-las de valores públicos, éticos e inclusivos. Prepara-os, neste sentido, para empreender em DC, capacitando-os para a multiplicação, apropriação e, principalmente, para a autonomia para desenvolverem seus próprios projetos futuros, fortalecendo o campo da DC. Não se trata de uma prospecção. Esse potencial já se materializa em desdobramentos concretos de transferência social do conhecimento, como o caso da ex-mestranda Katia M. da Cunha, coautora de trabalhos desenvolvidos no âmbito das atividades do NuDCEN em DC e das oficinas de extensão do projeto (CUNHA et al., 2025). A partir de sua participação no projeto e de sua pesquisa, voltada ao desenvolvimento e validação de materiais didáticos inclusivos em DC, a pesquisadora estruturou uma iniciativa, inicialmente incubada na UFRJ, que, em 2026, resultou na criação da Inclusiv.edu, empresa residente no Parque Tecnológico da UFRJ e, atualmente, parceira institucional do NuDCEN. Esse caso exemplifica um processo de empreendedorismo inovador com transferência de conhecimento acadêmico para soluções educacionais socialmente orientadas, no qual a sustentabilidade econômica surge como meio de garantir continuidade e escala, e não como finalidade em si. Outro caso de destaque foi a criação do jogo Alfa-Braille, como tecnologia assistiva (SANTOS; SHOLL-FRANCO, 2025), e livro eletrônico guia disponível em EduCAPES (MENDES; SHOLL-FRANCO, 2021). Outro vetor estratégico do projeto é a circulação internacional de tecnologias sociais, especialmente pela articulação com a FALAN, a qual envolve a adaptação e compartilhamento de modelos organizacionais, pedagógicos e tecnológicos desenvolvidos no Brasil com outros países da região, caracterizando um processo de inovação educacional cooperativa em escala regional, baseado em redes acadêmica e científicas. Adicionalmente, o projeto gera e consolida ativos intangíveis de natureza pública, como metodologias abertas, protocolos educacionais, acervos digitais acessíveis, instrumentos de avaliação de impacto e know-how organizacional, que fortalecem a sustentabilidade institucional das ações e ampliam sua capacidade de cooperação com parceiros.

Dessa forma, o projeto atende plenamente ao item referente ao empreendedorismo inovador, ao demonstrar capacidade efetiva de transformar conhecimento científico em soluções educacionais e culturais socialmente relevantes, sustentáveis e replicáveis, em consonância com políticas públicas de ciência, tecnologia, educação e cultura científica, sem dissociar inovação de compromisso social.

Súmula do Projeto

Minha trajetória na área de Divulgação Científica (DC) vem sendo consolidada há mais de 20 anos, desde 2004, com ênfase em neurociências, educação não formal, popularização da ciência e extensão universitária estruturante. Venho atuando na articulação de produção intelectual, na coordenação de projetos de grande alcance social, na formação de públicos diversos, na gestão institucional em extensão e na liderança em redes nacionais e internacionais de difusão científica. Minha produção acadêmica e técnico-científica apresenta impacto mensurado pelo Google Acadêmico, com 903 citações, índice h = 16 e índice i10 = 29, refletindo a circulação e a apropriação de meus trabalhos. Atuo também em funções de gestão acadêmica na extensão universitária na UFRJ (NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE, 2017; ARANHA; SHOLL-FRANCO, 2025).

Coordenação do Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (NuDCEN/UFRJ)

Desde 2004, coordeno o NuDCEN/UFRJ, núcleo institucional dedicado à DC, educação em neurociências e formação de mediadores científicos. O NuDCEN constitui um espaço permanente de integração entre universidade, escola e sociedade, articulando projetos de extensão, produção editorial, eventos científicos abertos ao público, museus de neurociências (presencial, virtual e itinerante) e ações de formação docente. Trata-se de uma iniciativa de longa duração, com impacto cumulativo, reconhecido nacionalmente, já tendo sido referido em telejornais da Rede Globo de Televisão e outros veículos de comunicação. Está vinculado a múltiplas ações financiadas e certificadas pela UFRJ. O NuDCEN é um dos exemplos de atuação diretamente relacionados aos critérios de projetos estruturantes, difusão científica continuada, inserção social e liderança institucional, pois não só recebe e capacita pessoas (internas e externas) para atuar com DC, como vai ao encontro da sociedade com ações itinerantes que já contemplaram muitos municípios do interior do estado do Rio de Janeiro, além da capital. Ofertando, por exemplo, de forma aberta à comunidade e gratuita, o Curso de Formação de Mediadores em Divulgação Científica , dentre outros (BROSSARD; LEWENSTEIN, 2009; NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE, 2017; DAVIES; SIMON, 2013). O Nudcen abriga variados projetos de DC, tais como o podcast “NeuroDelas – Meninas nas Neurociências” (certificado com o selo ODS 4 – 2025); “Neurocine”; “Clube de Arte-Ciência”; “RedeNeuro – Rede de Estudos em Neurociências Aplicadas à Educação”, dentre outros. Tais projetos mantêm continuamente bolsas de fomento (PROFAEX/UFRJ, PIBIAC/UFRJ, ICJ/CNPQ), totalizando, atualmente, 38 bolsas (nível de graduação e pré-IC), bem como atuam em pesquisa em DC: 1 pós-doutorando, 3 doutorandos, 7 mestrandos (DAVIES; SIMON, 2013; ARANHA; SHOLL-FRANCO, 2025).

Coordenação da Semana do Cérebro ( Brain Awareness Week )

Rio de Janeiro (2010–atual)

Coordeno, pioneiramente, desde 2010, a Semana do Cérebro (SC) no Rio de Janeiro, em parceria com a OSCIP Ciências e Cognição, a Fiocruz, o TJRJ e outros parceiros. A ação está integrada ao calendário internacional da Brain Awareness Week (BAW), promovida pela Dana Foundation (EUA), e é incluída e divulgada no calendário da BAW. A iniciativa envolve programação contínua anual, com palestras, oficinas, exposições, neurocine, atividades interativas e ações em escolas e em espaços públicos. A SC articula universidades, escolas, museus, profissionais de saúde e o público em geral, promovendo a alfabetização científica em larga escala. Sua regularidade, alcance territorial, diversidade de públicos e articulação internacional caracterizam um produto de popularização da ciência, com forte aderência aos critérios de difusão, impacto social, formação de público leigo e integração ciência-sociedade, há mais de duas décadas (ARANHA et al., 2014).

Coordenação de Olimpíadas Científicas em Neurociências

(OBN e OBNG)

Implementei e coordeno, desde sua primeira edição, em 2013, as Olimpíadas Brasileiras de Neurociências (OBN) e, em 2018, a Olimpíada Brasileira de Neurociências para Graduandos (OBNG), em articulação com a International Brain Bee , promovida pela Society for Neuroscience (SfN). Essas iniciativas constituem instrumentos estratégicos de popularização da ciência, junto com o Programa POPCIÊNCIA do MCTI, de estímulo às vocações científicas e de aproximação entre DC, educação básica e pesquisa. As olimpíadas incluem provas, cursos preparatórios, palestras, formação de comitês locais e produção de materiais de DC, atingindo milhares de estudantes e professores em diferentes regiões do país. Trata-se de um produto com forte aderência aos critérios de formação, difusão, impacto educacional e alcance nacional (CARVALHO et al., 2022; ESTEVES et al., 2025; SHOLL-FRANCO, 2023a; SHOLL-FRANCO, 2023b). Atualmente, a OBN, projeto pioneiro do Brasil, está expandindo sua atuação para iniciarmos uma competição latino-americana (LATAM), com participantes de outros países, por meio da mediação do Comitê Brasileiro com a Federação das Sociedades Latino-Americanas de Neurociências (FALAN).

Atuação em Museus de Ciências e Educação Não Formal

(Museu Itinerante de Neurociências e Museu de Neurociências)

Fui cofundador e coordenador do Museu Itinerante de Neurociências (MIN), em 2010, que, posteriormente, deu origem ao Museu de Neurociências (MN; https://museudeneurociencias.org), devidamente registrado no Sistema Nacional de Informações sobre Cultura (SNIIC nº SP-22002) e no Museus BR (IBRAM nº 359341). Tais iniciativas são voltadas à educação não formal, com linguagem acessível, atividades lúdicas e mediação científica qualificada (BRASIL, 2025a; BRASIL, 2025b). Tais projetos ampliam o acesso ao conhecimento científico, contribuindo para a democratização da ciência. Promovem a DC em espaços não formais, interação com o público, inovação em linguagens científicas e inserção social.

Produção Editorial e Intelectual em Divulgação Científica

Ao longo dos anos, especialmente nos últimos 5 anos, mantenho produção editorial expressiva e coerente com a área, incluindo a organização e a autoria de livros, materiais didáticos e paradidáticos, além de atuação como editor do periódico Ciências & Cognição (Qualis A4). Destaca-se, no período recente, a obra Divulgação Científica: uma abordagem multidimensional (2025), que sistematiza reflexões teóricas, metodológicas e práticas sobre o campo da DC, já estando como obra de referência nas disciplinas: “Divulgação Científica” (CFB007), do IBCCF; “Difusão e Comunicação Científica” (BFB842), do PPGBiofísica/IBCCF (Nível 7 Capes) e “Novas Mídias na Divulgação Científica e Ensino em Saúde” (NUT736), do PPGECS/NUTES (área de Ensino – Nível 7 Capes). Essa produção articula pesquisa, extensão e formação, atendendo aos critérios de produção intelectual qualificada, de reflexão crítica sobre a prática de divulgação e de contribuição teórica ao campo (ARANHA; SHOLL-FRANCO, 2025; AMEAL et al., 2019; SHOLL-FRANCO et al., 2021). Soma-se a isto dezenas de trabalhos (artigos, palestras, apresentações em eventos, orientações de iniciação científica, extensão, mestrado e doutorado) em diálogos com variados temas em DC (BERNAL; SHOLL-FRANCO, 2023; AVELAR et al., 2024a, 2024b; CUNHA et al, 2025; SANTOS; SHOLL-FRANCO, 2025).

Atuação Institucional e Gestão em Extensão

Complementarmente, venho exercendo funções estratégicas de gestão acadêmica em extensão e assistência universitária, incluindo atuação como Superintendente de Formação Acadêmica de Extensão da UFRJ (2020-2022) e como Coordenador de Extensão de Unidade Acadêmica, contribuindo para a institucionalização da DC, da extensão e da educação não formal no âmbito da universidade pública. Além disso, fui fundador (2022) e continuo atuando como Coordenador das Comissões de Diversidade do Instituto de Biofísica (IBCCF/UFRJ) e da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), além de participar como membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia e da OSCIP Ciências e Cognição (Extensão, Ensino e Formação). Essa dimensão reforça os critérios de liderança, governança acadêmica e sustentabilidade institucional das ações em DC e inclusão, como fortemente demonstrado pela produção do proponente (OECD, 2022; UNESCO, 2021; ARANHA; SHOLL-FRANCO, 2025).

Referências Bibliográficas

AMEAL, L. C.; TAETS, G. G. C. C.; SHOLL-FRANCO, A. Utilização de Mídias Digitais para a Divulgação Científica: a percepção de musicoterapeutas e professores de música. Revista Brasileira de Musicoterapia. v.27, p.46–59, 2019. Disponível em: http://www.revistademusicoterapia.mus.br/wp-content/uploads/2020/09/Utilizacao- de-midias-digitais-para-divulgacao-cientifica-GUNNAR-et-al.pdf

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Líder em Grupos de Pesquisa CNPq

Neurociências Aplicadas à Educação – NEUROEDUC

Este grupo tem por objetivo investigar estratégias técnico-cognitivas aplicadas ao ensino e aprendizagem. As atividades desenvolvidas baseiam-se no encontro das neurociências, psicologia e educação, estabelecendo um campo propício para a identificação de problemas pedagógicos, descobrindo novos métodos e procedimentos para a educação, inclusão, ensino e formação. Estamos alinhados com as atividades desenvolvidas pela National Association for the Education of Young Children (NAEYC), uma vez que investiga o papel de espaços alternativos de ensino-aprendizagem e modos de se contextualizar o processo de construção do conhecimento científico. Outras atividades desenvolvidas referem-se à exploração artística e estética do ensino por meio das neurociências. As subdivisões desta linha estão centradas na interação entre os sujeitos da aprendizagem e os objetos pedagógicos, com um caráter mais diretivo, buscando atingir e estimular competências cognitivas, equidade e inclusão.

Linhas de Pesquisa:

  • Translacional em Processos de Ensino e Aprendizagem, Neuropsicopedagogia e Neurodivergência.
  • Diversidade, Equidade e Inclusão na Academia e Sociedade.
  • Narrativas, mídias e cognição.
  • Cognição e Corporeidade.

Neuroimunologia

Nosso interesse é estudar as propriedades imunomodulatórias celulares e humorais do sistema nervoso central, de modo a compreender melhor os papéis das citocinas (interleucinas e fatores de crescimento) e dos neurotransmissores em processos de proliferação, sobrevida e diferenciação em diferentes áreas do sistema nervoso central durante o desenvolvimento e em eventos degenerativos. Nossos estudos de sobrevida e diferenciação, em modelos in vitro e in vivo, visam analisar as respostas neuroinflamatórias e de plasticidade, bem como sua modulação por citocinas e outros mediadores químicos, em processos degenerativos de fotorreceptores e de células ganglionares da retina (CGR). Almejamos ampliar o enfoque por meio de colaborações internas e externas ao Laboratório de Neurogênese.

Linhas de Pesquisa:

  • Ação de anticorpos anti-VEGF na proliferação, diferenciação e sobrevida de células retinianas in vítro e in vivo.
  • Ação de citocinas anti e pró-inflamatórias nos processos de proliferação, diferenciação e morte de fotorreceptores in vitro..
  • Citocinas e ATP no Desenvolvimento Retiniano.
  • Mecanismos de ação de citocinas na sobrevida, crescimento axonal de CGR e plasticidade retino-tectal durante o desenvolvimento ou após axotomia.

Co-Líder em Grupos de Pesquisa CNPq

Cognição, Linguagem e Audiovisual em Sistemas Semióticos – CLASS

Investigar os processos e procedimentos de produção de sentido (semiose) e de aprendizagens na convergência entre tecnologias e artes em relação ao campo das ciências (com ênfase nas ciências cognitivas: neurociências, semiótica, linguística, psicologia, neuropsicopedagogia etc.) e da saúde. Tem como foco processos dialógicos transversais entre o conteúdo curricular e as formas sensíveis (artísticas) e tecnológicas de construção do conhecimento. Guia-se pela compreensão de que a mediação por experiências sensíveis pode constituir-se como viés para auxiliar a compreensão e a (res)significação do processo de ensino-aprendizagem, gerando novos percursos semióticos e cognitivos na educação em ciências e saúde. Busca teorizar, propor, testar e analisar procedimentos estético-tecnológicos como processos de mediação no ensino-aprendizagem.

Linhas de Pesquisa:

  • Imaginário e produção de sentido em questões sociocientíficas na educação em saúde e na divulgação científica.
  • Tecnologia Educacional nas Ciências e na Saúde.

Comunicação, Linguística Aplicada e Semiótica na Saúde – CLASS

O grupo investiga a convergência entre questões sociocientíficas e estéticas na interface entre os campos das artes, das ciências e da saúde, com foco no imaginário científico e nos processos estéticos de representação e significação deste imaginário em diferentes épocas. a partir de um olhar sincrônico e diacrônico, por exemplo, na prosa literária de Galileu Galilei, na poesia de Giambattista Marino, bem em interfaces contemporâneas, como no gênero ficção científica, nas novelas científicas de Oliver Sacks, Irvin D. Yalom, dentre outros. Tem por objeto central os aspectos linguísticos, simbólicos e estéticos. Quanto ao viés teórico-metodológico, abre-se ao diálogo com os Estudos Culturais Cognitivos, Teoria Literária, Teoria do Meio, Narratologia Cognitiva, Semiolinguística, Semiótica Cognitiva, Semiótica da Cultura e Neurociências Cognitivas.

Linhas de Pesquisa:

  • Arte, ciência e cognição
  • Imaginário nas ciências e na saúde
  • Storytelling, gamificação e novas mídias em questões sociocientíficas