SNCT

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT/UFRJ)

Temas de 2024 e 2025:

Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais

Tema da Oficina:

Pensando SeriaMENTE: Biomas e Alterações Climáticas

Resumo:

A preservação ou destruição dos nossos biomas e as mudanças no clima estão diretamente ligadas ao jeito que vivemos, seja como indivíduos ou em sociedade. Quando cuidamos ou não do meio ambiente, isso desperta emoções em nós, pois está conectado ao nosso bem-estar e à nossa sobrevivência, assim como à do planeta. Desastres ambientais e mudanças climáticas afetam diretamente a nossa qualidade de vida. Podemos ver exemplos recentes em todo o Brasil: rios que secaram por completo, causando a seca em partes da Amazônia, e enchentes como as que atingiram o Rio Grande do Sul, que mataram muitos seres vivos, forçaram milhares de pessoas a deixar suas casas e destruíram cidades inteiras. O meio ambiente normalmente se mantém em equilíbrio por conta própria, e o clima desempenha um papel importante nesse processo. Quando o clima muda, isso pode tanto causar quanto ser causado pela destruição ambiental. Por isso, precisamos cuidar melhor das florestas, matas, rios, oceanos e geleiras. Se esses ambientes forem destruídos, isso pode causar mudanças no clima, que por sua vez podem aumentar ainda mais a destruição, criando um ciclo de desastres que afeta não só a natureza, mas também as nossas vidas e emoções, seja em curto, médio ou longo prazo.

Nessa oficina, exploraremos o papel fundamental das emoções na construção de uma conexão mais profunda entre os participantes e o tema da preservação ambiental. O impacto emocional é uma ferramenta poderosa para sensibilizar e engajar o público, e isso pode ser intensificado pelo uso de imagens representativas, que ilustram os efeitos das mudanças climáticas e da degradação ambiental nos biomas. Essas imagens despertam reações emocionais e permitem que os participantes reflitam sobre como o meio ambiente está intrinsecamente ligado às suas vidas e ao seu bem-estar. A oficina trabalha com a representação e reconhecimento das emoções através das expressões faciais básicas (Alegria, Raiva, Surpresa, Nojo, Medo e Tristeza) e algumas de suas combinações, como Crueldade (Alegria + Raiva), Horror (Nojo + Medo), Êxtase (Alegria + Surpresa), Desapontamento (Tristeza + Surpresa), Eca (Alegria + Nojo) e Empatia à Dor (Tristeza e Nojo). Desse modo, os participantes serão levados a refletir sobre a complexidade de suas próprias reações emocionais diante de estímulos específicos. Essa abordagem não apenas facilita o reconhecimento e a expressão dessas emoções, mas também promove uma compreensão mais profunda e contextualizada de como questões ambientais impactam nossas vidas de maneira multifacetada. Trabalhar com essas expressões nos ajuda a reconhecer a relação entre o que sentimos e as questões globais, tornando o aprendizado mais interativo, acessível e pessoal.

Pensando SeriaMENTE: Biomas e Alterações Climáticas

DESCRIÇÃO DA OFICINA

O objetivo da oficina é, de forma lúdica e educativa, estimular a reflexão sobre a diversidade dos biomas brasileiros, os riscos das alterações climáticas e o papel das emoções ao lidar com essas transformações. Por meio da relação entre o sistema nervoso (emoções) e a natureza (biomas), a atividade busca ampliar a sensibilização ambiental e o engajamento com as questões climáticas globais. Assim, serão explorados os biomas brasileiros e os impactos das mudanças climáticas globais de uma maneira inovadora e interativa, usando o impacto emocional como uma ferramenta para promover o entendimento e a conscientização. A atividade será conduzida por um conjunto de cards contendo  imagens representativas dos biomas e das mudanças climáticas, combinadas com expressões faciais que evocam emoções como alegria, raiva, surpresa, nojo, medo, tristeza e suas combinações, como crueldade (alegria + raiva), horror (nojo + medo), êxtase (alegria + surpresa), desapontamento (tristeza + surpresa) e empatia à dor (tristeza e nojo), presentes no livro Desenhando Emoções (Sholl-Franco et al., 2014), para que os participantes identifiquem e reproduzam as expressões faciais relacionadas às transformações ambientais nos biomas.

  • Biomas
    • Amazônia
    • Cerrado
    • Mata Atlântica
    • Caatinga
    • Pantanal
    • Pampa
    • Manguezal
  • Alterações Climática
    • Aquecimento Global
    • Mudança no Padrão de Chuvas
    • Elevação do Nível do Mar
    • Acidificação dos Oceanos
    • Fenômenos Climáticos Extremos (Secas, Furacões, Ondas de Calor)
    • Alteração na Distribuição de Espécies
  • Personagens (Emoções)
  • Alegria
  • Raiva
  • Surpresa
  • Nojo
  • Medo
  • Tristeza
  • Crueldade (Alegria + Raiva)
  • Horror (Nojo + Medo)
  • Êxtase (Alegria + Surpresa)
  • Desapontamento (Tristeza + Surpresa)
  • Empatia à dor (Tristeza e nojo)

BIOMAS BRASILEIROS E SUAS CARACTERÍSTICAS

Amazônia

A Floresta Amazônica é uma vasta região de floresta tropical situada na América do Sul, ocupando cerca de 60% do território brasileiro. Reconhecida por sua densa vegetação e impressionante diversidade de espécies, é considerada um dos maiores tesouros ecológicos do planeta. Com suas árvores imponentes e rios caudalosos, a Amazônia apresenta uma paisagem exuberante que abriga uma rica fauna e flora, muitas das quais ainda não foram catalogadas pela ciência.

A biodiversidade da Amazônia é incomparável, com milhares de espécies de plantas, aves, mamíferos, répteis e insetos, algumas das quais são endêmicas, ou seja, existem apenas nessa região. A floresta desempenha um papel vital nos ciclos de água e nutrientes, com rios como o Amazonas drenando uma vasta bacia hidrográfica. A cobertura florestal também regula o clima, local e global, funcionando como um gigantesco reservatório de carbono. Além de sua beleza natural e complexidade ecológica, a Amazônia abriga inúmeras comunidades indígenas e tradicionais que mantêm um profundo vínculo cultural e espiritual com a floresta. Esses povos, com seu conhecimento ancestral, contribuem para a preservação e manutenção do equilíbrio desse ecossistema vital. A diversidade de habitats na Amazônia, que varia de florestas alagadas a áreas de terra firme, torna-a essencial não apenas para a biodiversidade, mas também para o bem-estar das comunidades que nela habitam.

Cerrado

O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, ocupando cerca de 25% do território nacional, e é reconhecido como a savana mais biodiversa do mundo. Caracteriza-se por uma vegetação variada, composta por arbustos, gramíneas e árvores esparsas de troncos retorcidos, que criam uma paisagem única. Este bioma abriga uma rica variedade de habitats, incluindo campos limpos, matas de galeria e veredas, o que proporciona um ambiente propício para uma impressionante quantidade de espécies de plantas e animais, muitas das quais são endêmicas e adaptadas às condições de seca e fogo.

A biodiversidade do Cerrado é uma de suas características mais notáveis, contando com mais de 12 mil espécies de plantas, 800 espécies de aves e cerca de 200 espécies de mamíferos. Essa riqueza de vida é mantida por um ciclo ecológico peculiar, no qual o fogo natural desempenha um papel fundamental na renovação da vegetação. Além disso, o Cerrado é crucial para a manutenção dos principais aquíferos do país, sendo conhecido como “berço das águas”, pois seus rios e nascentes abastecem algumas das maiores bacias hidrográficas da América do Sul.

Mata Atlântica

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta, embora enfrente sérios riscos de degradação. Originalmente, ela cobria uma vasta extensão ao longo da costa brasileira, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, e incluía áreas do Paraguai e da Argentina. Este bioma é caracterizado por uma densa floresta tropical úmida, repleta de árvores altas, bromélias, orquídeas e uma grande variedade de plantas epífitas. A diversidade da fauna é igualmente impressionante, abrigando animais icônicos como onças-pintadas, micos-leões-dourados e uma imensa variedade de aves.

A biodiversidade da Mata Atlântica é notável, com mais de 20 mil espécies de plantas, muitas delas endêmicas. Este bioma é considerado um dos principais hotspots de biodiversidade do mundo, contendo uma abundância de espécies ameaçadas de extinção. Além disso, a Mata Atlântica desempenha um papel crucial na regulação do clima, na proteção de mananciais de água e na preservação do solo, garantindo o abastecimento hídrico para as regiões mais densamente povoadas do Brasil.

Caatinga

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, ocupando cerca de 10% do território do país, principalmente na região Nordeste. Caracteriza-se por um clima semiárido, com longos períodos de seca, temperaturas elevadas e precipitação irregular. A vegetação da Caatinga é altamente adaptada a essas condições adversas, apresentando espécies de plantas xerófitas, como cactos, arbustos espinhosos e árvores de pequeno porte que perdem suas folhas durante a estação seca para conservar água. Apesar de sua aparência árida, a Caatinga abriga uma biodiversidade única e rica em espécies endêmicas.

A fauna da Caatinga é igualmente interessante, incluindo diversas espécies adaptadas ao clima seco, como o tatu-bola, a arara-azul-de-lear e o veado-catingueiro. Este bioma é fundamental para as comunidades humanas que vivem na região, pois muitos habitantes dependem de seus recursos naturais para a subsistência, utilizando plantas medicinais, criando animais e extraindo madeira. A vegetação da Caatinga também desempenha um papel crucial na manutenção dos solos e na regulação dos ciclos hidrológicos, especialmente em uma área vulnerável à desertificação.

Pantanal

O Pantanal é a maior planície alagada do mundo, localizada principalmente no Brasil, mas também se estendendo pelo Paraguai e pela Bolívia. Esse bioma é conhecido por sua vasta rede de rios, lagoas e áreas inundadas, que alternam entre estações de cheia e seca, criando um ambiente dinâmico e rico em biodiversidade. A vegetação do Pantanal é diversificada, combinando elementos de outros biomas brasileiros, como a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica, e inclui gramíneas, palmeiras, árvores esparsas e áreas de florestas ripárias.

A fauna do Pantanal é igualmente impressionante, considerada uma das regiões com a maior concentração de fauna do continente americano. Este ecossistema abriga espécies icônicas, como a onça-pintada, a arara-azul-grande, o tuiuiú e o jacaré-do-pantanal. As condições de alagamento e o ciclo das águas atraem uma abundante quantidade de aves migratórias, além de oferecer habitats para uma rica variedade de mamíferos, répteis e peixes. Essa biodiversidade é fundamental para o equilíbrio ecológico da região.

O Pantanal possui um clima tropical, com estações chuvosa e seca bem definidas, e apresenta um complexo de formações vegetais que inclui áreas alagadas, florestas e campos. O ciclo de inundação anual é uma característica marcante, influenciando diretamente a vida no bioma e promovendo uma rica interação entre as espécies. Essa combinação de fatores torna o Pantanal um ecossistema único e de grande importância ecológica.

Pampa

Os Pampas são uma extensa região de campos que se estende principalmente no sul do Brasil, além de partes da Argentina e do Uruguai. Essa área é caracterizada por uma vegetação predominantemente herbácea, onde gramíneas e algumas plantas herbáceas predominam, formando um ecossistema rico em biodiversidade. A fauna local inclui uma variedade de mamíferos, aves e insetos que se adaptam a esse ambiente de clima temperado e estações bem definidas, refletindo a dinâmica do ecossistema.

O clima nos Pampas é geralmente temperado, com verões quentes e invernos frios. A região é marcada por uma estação chuvosa que ocorre principalmente no verão, favorecendo o crescimento da vegetação. Os solos férteis tornam os Pampas uma área importante para a agricultura, especialmente para o cultivo de grãos e a criação de gado, refletindo a rica cultura gaúcha que se desenvolve em harmonia com esse ecossistema.

Além de sua vegetação e clima, os Pampas são conhecidos por sua beleza cênica, com vastas extensões de campos que se estendem até o horizonte. O pôr do sol é especialmente impressionante, criando um espetáculo de cores que realça a grandiosidade da paisagem. Esses campos abertos, repletos de vida, proporcionam um habitat único que sustenta diversas espécies, tornando os Pampas um dos ecossistemas mais emblemáticos da América do Sul.

Manguezal

Os manguezais são ecossistemas costeiros localizados em áreas de transição entre ambientes marinhos e terrestres, predominando em regiões tropicais e subtropicais ao longo da costa brasileira. Esses ecossistemas são compostos por árvores e arbustos adaptados à água salobra, cujas raízes emergem acima do solo para obter oxigênio em ambientes frequentemente alagados. A vegetação característica inclui espécies de mangues, que possuem adaptações específicas para suportar a salinidade e a saturação de água.A biodiversidade dos manguezais é rica e variada, servindo como berçário natural para inúmeras espécies marinhas e terrestres. Entre os organismos encontrados nesses ecossistemas estão caranguejos, moluscos, aves costeiras e diversas espécies de peixes que utilizam os manguezais para reprodução e crescimento. Essa diversidade de vida é crucial para a manutenção das cadeias alimentares e dos ciclos ecológicos, destacando a importância dos manguezais como habitat essencial.

Os manguezais desempenham um papel vital na proteção das zonas costeiras, atuando como barreiras naturais contra a erosão e as tempestades. Além disso, eles contribuem para a filtragem de nutrientes e sedimentos que fluem dos rios para o oceano, mantendo a qualidade da água nas áreas adjacentes. Essas características fazem dos manguezais um bioma fundamental para a saúde dos ecossistemas costeiros e a vida marinha, proporcionando um ambiente rico e produtivo para diversas espécies.

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS GLOBAIS E IMPACTOS NOS BIOMAS

Aquecimento Global

O aquecimento global tem causado impactos significativos nos biomas brasileiros, alterando padrões climáticos e ameaçando a biodiversidade. Na Amazônia, por exemplo, o aumento das temperaturas e a irregularidade nas chuvas intensificam o risco de queimadas, resultando na perda de áreas florestais e comprometendo a fauna e flora locais. Além disso, secas prolongadas podem afetar a dinâmica dos ecossistemas, levando à extinção de espécies e à degradação de habitats essenciais.

Nos biomas do Cerrado e da Caatinga, o aquecimento global exacerba a aridez, dificultando ainda mais as condições para a vegetação nativa e as comunidades que dependem desses ecossistemas. No Pantanal, o aumento das temperaturas e as mudanças nos ciclos de inundação afetam a biodiversidade, reduzindo a disponibilidade de água e alterando os ciclos de vida de diversas espécies. Essas interações não apenas ameaçam a riqueza natural do Brasil, mas também prejudicam as populações que dependem desses biomas para sua subsistência.

As modificações resultantes do aquecimento global incluem o aumento geral nas temperaturas médias do planeta, que provoca efeitos diretos e indiretos em diferentes biomas. Na Amazônia, há uma redução da floresta, com o aumento de áreas de savana, enquanto o Cerrado enfrenta um desmatamento acelerado devido ao aumento da temperatura e à seca. O Pantanal experimenta mudanças no regime de chuvas, alterando seu ciclo de inundações. Por fim, o derretimento de geleiras impacta indiretamente o bioma Pampa, contribuindo para uma série de desafios ambientais que exigem atenção urgente.

Mudança no Padrão de Chuvas

A mudança no padrão de chuvas, impulsionada pelas alterações climáticas, tem impactos profundos nos biomas brasileiros, afetando diretamente a biodiversidade e os ecossistemas. Na Amazônia, a irregularidade nas precipitações resulta em períodos de seca mais intensos e prolongados, que prejudicam a vegetação e aumentam o risco de queimadas. Essa alteração no regime de chuvas compromete a sobrevivência de muitas espécies que dependem de um ambiente úmido e estável, desencadeando uma série de efeitos em cascata que impactam tanto a flora quanto a fauna.

No Cerrado, as mudanças nos padrões de chuvas podem levar à perda de vegetação nativa e ao aumento da desertificação em algumas áreas, alterando a dinâmica dos ecossistemas e afetando a fauna local. Na Caatinga, a crescente variabilidade climática torna as secas mais severas, o que impacta negativamente a agricultura e a subsistência das comunidades que dependem desse bioma. No Pantanal, a alteração nas chuvas interfere nos ciclos de inundação, que são essenciais para a manutenção da biodiversidade e dos habitats aquáticos.

Além disso, as modificações nas chuvas incluem uma maior ocorrência de eventos extremos, como inundações e secas prolongadas. A Mata Atlântica, por exemplo, enfrenta problemas sérios com erosão do solo devido a chuvas intensas, enquanto no Pantanal, o ciclo hidrológico está sendo alterado, resultando em cheias mais intensas e secas prolongadas. Esses efeitos combinados ameaçam a resiliência dos biomas brasileiros e a vida das populações que deles dependem, exigindo uma abordagem integrada para a conservação e a adaptação às mudanças climáticas.

Elevação do Nível do Mar

A elevação do nível do mar, uma consequência direta do aquecimento global e do derretimento das calotas polares, têm impactos significativos nos biomas costeiros do Brasil. Regiões como a Mata Atlântica e os manguezais estão particularmente vulneráveis a essa ameaça. O aumento do nível do mar provoca a intrusão salina em áreas de água doce, afetando ecossistemas locais e prejudicando a biodiversidade. Essa alteração compromete as espécies vegetais e animais que dependem de ambientes hídricos específicos, levando à degradação de habitats essenciais.

Além disso, a elevação do nível do mar representa uma ameaça direta às comunidades costeiras, que enfrentam riscos de erosão e perda de terras. Cidades como Rio de Janeiro e Salvador já sentem os efeitos dessa mudança, incluindo inundações mais frequentes e a deterioração das infraestruturas urbanas. Os manguezais, que atuam como barreiras naturais contra tempestades e erosão, também estão em risco, o que compromete a proteção dos ecossistemas costeiros e a segurança das populações locais.

As modificações associadas a esse fenômeno incluem o aumento do nível dos oceanos, causado pelo derretimento de geleiras e pela expansão térmica da água. Os impactos nos biomas são alarmantes: a inundação dos manguezais altera seus ecossistemas e diminui a capacidade de absorção de carbono, enquanto as áreas costeiras da Mata Atlântica e do Pampa podem sofrer erosão e salinização dos solos. Esses desafios exigem uma abordagem integrada para a conservação e a adaptação das comunidades que vivem nas zonas costeiras, garantindo a proteção tanto dos biomas quanto das populações que deles dependem.

Acidificação dos Oceanos

A acidificação dos oceanos, resultante da absorção de dióxido de carbono (CO₂) pela água do mar, tem impactos severos nos ecossistemas marinhos do Brasil. Esse fenômeno reduz o pH da água, afetando organismos que dependem do carbonato de cálcio para formar suas conchas e esqueletos, como corais, moluscos e crustáceos. Na costa nordeste do Brasil, os recifes de corais são particularmente vulneráveis, pois a acidificação pode comprometer sua estrutura e resiliência, levando ao branqueamento e à perda de biodiversidade.

Além de afetar diretamente a vida marinha, a acidificação impacta as comunidades costeiras que dependem da pesca e do turismo. A diminuição das populações de espécies importantes, como moluscos e crustáceos, pode prejudicar a segurança alimentar e a economia local. Ecossistemas marinhos saudáveis são essenciais para a manutenção da pesca e a proteção das zonas costeiras, tornando a acidificação uma preocupação crítica para a sustentabilidade ambiental e a subsistência das populações que vivem ao longo da costa brasileira.

Adicionalmente, os manguezais, que são ecossistemas interligados à vida marinha, também sofrem com a acidificação. A perda da biodiversidade marinha impacta diretamente esses habitats, comprometendo suas funções ecológicas, como a proteção contra erosão e a promoção da qualidade da água. Esses desafios reforçam a necessidade de ações para mitigar a acidificação e proteger tanto os ecossistemas marinhos quanto as comunidades que deles dependem.

Fenômenos Climáticos Extremos (Secas, Furacões, Ondas de Calor)

Os fenômenos climáticos extremos, como secas, furacões e ondas de calor, têm se tornado mais frequentes e intensos no Brasil em razão das alterações climáticas, causando impactos significativos nos biomas e nas comunidades. As secas severas, especialmente no Nordeste e no Cerrado, resultam na escassez de água, afetando a agricultura, a pecuária e a disponibilidade de recursos hídricos para a população. Essa situação não apenas compromete a segurança alimentar, mas também intensifica os conflitos pelo uso da água, prejudicando a biodiversidade local e causando estresse adicional para as espécies que dependem de ambientes úmidos.

Furacões e tempestades tropicais, embora menos comuns no Brasil do que em outras regiões, têm ganhado força e podem causar destruição nas áreas costeiras, especialmente na Mata Atlântica. A intensidade desses eventos pode levar a inundações e deslizamentos de terra, resultando na destruição de habitats e na perda de vidas. As ondas de calor, por sua vez, afetam não apenas a saúde humana, mas também os ecossistemas, causando estresse térmico nas plantas e nos animais. Esses fenômenos climáticos extremos, portanto, representam uma ameaça crescente à biodiversidade e à resiliência das comunidades brasileiras, exigindo ações urgentes para mitigar seus impactos.

As modificações na frequência e na intensidade de eventos climáticos severos impactam diretamente os biomas. O Cerrado e a Caatinga, já adaptados a secas, podem enfrentar condições ainda mais severas, prejudicando a sobrevivência de diversas espécies. No Pantanal, a combinação de ondas de calor e secas mais prolongadas pode resultar em incêndios florestais mais frequentes, exacerbando os desafios para a conservação da biodiversidade. Assim, é essencial implementar estratégias de adaptação e mitigação para proteger esses ecossistemas vulneráveis e as comunidades que deles dependem.

Alteração na Distribuição de Espécies

A alteração na distribuição de espécies, impulsionada pelas mudanças climáticas, traz consequências significativas para os biomas brasileiros. Com o aumento das temperaturas e as mudanças nos padrões de precipitação, muitas espécies estão sendo forçadas a migrar para novas áreas em busca de condições mais adequadas para sua sobrevivência. Na Amazônia, por exemplo, algumas espécies de plantas e animais estão se deslocando para altitudes mais elevadas ou movendo-se em direção ao sul. Essa migração pode resultar em mudanças nas interações ecológicas e na dinâmica dos ecossistemas, afetando a biodiversidade local.

Além disso, essa alteração na distribuição pode levar à competição entre espécies nativas e invasoras, desestabilizando as comunidades locais. No Cerrado e na Caatinga, espécies que estão adaptadas a condições específicas podem ser ameaçadas por novas espécies que surgem em função das mudanças climáticas. Isso não só afeta a biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas, mas também impacta atividades humanas, como a agricultura e a pesca, gerando novos desafios para a conservação e a gestão dos recursos naturais no Brasil.

As modificações climáticas que impulsionam essas mudanças incluem o deslocamento de espécies da Amazônia e do Cerrado para regiões mais temperadas, o que pode provocar desbalanceamentos ecológicos significativos. Além disso, espécies endêmicas da Caatinga e do Pampa podem enfrentar risco de extinção devido à sua incapacidade de se adaptar rapidamente às mudanças no ambiente. Portanto, é crucial implementar estratégias de conservação que considerem essas novas dinâmicas para proteger a biodiversidade e garantir a sustentabilidade dos biomas brasileiros.

 

PERSONAGENS (EMOÇÕES)

Alegria

Descrição: Alegria tem um sorriso radiante e olhos brilhantes, expressando uma sensação de felicidade e otimismo. Seu cabelo é curto e cacheado, com acessórios coloridos representando vitalidade e esperança. Ela está vestida com roupas leves, em tons de amarelo e verde, que remetem ao sol e à natureza.

Área Neuroanatômica: Pré-frontal Córtex, que está associada à regulação das emoções e à liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer e recompensa e motivação. Neurotransmissores: Dopamina é o principal neurotransmissor envolvido na emoção da alegria, promovendo sentimentos de felicidade, motivação e bem-estar.

Texto para Oficina: “Alegria representa o equilíbrio e a harmonia que a Amazônia proporciona ao planeta. Sua presença nos lembra a importância de proteger as florestas tropicais e a biodiversidade que elas abrigam, destacando como isso impacta positivamente nosso bem-estar emocional e físico.”

Bioma Brasileiro: Representada no contexto da exuberância da Floresta Amazônica, simbolizando a riqueza e vitalidade desse bioma. A cena de fundo mostra a biodiversidade da floresta, destacando a importância de sua preservação em meio às mudanças climáticas. A Amazônia  mostra como a floresta é fonte de bem-estar global e o impacto que sua degradação tem no equilíbrio climático.

Raiva

Descrição: Raiva tem uma expressão intensa, com sobrancelhas franzidas e olhos penetrantes, simbolizando fúria e frustração. Seu cabelo é volumoso, representando a força incontrolável da raiva. Ela usa roupas em tons de vermelho e preto, cores que remetem à intensidade e ao calor das emoções. Seu vestuário é inspirado nas tradições indígenas brasileiras, simbolizando a luta e a conexão com a terra. Sua postura é firme e decidida, expressando a urgência e o ímpeto da sua emoção.

Área Neuroanatômica: Amígdala, região do cérebro associada às respostas emocionais intensas, como medo e raiva. A ativação da amígdala é crucial para o processamento da raiva, desencadeando respostas rápidas e impulsivas.

Neurotransmissores: Norepinefrina e Adrenalina são os principais neurotransmissores envolvidos na emoção da raiva. Eles aumentam a excitação e preparam o corpo para uma reação de “luta ou fuga”, elevando a frequência cardíaca e aumentando a pressão arterial.

Texto para Oficina: “Raiva representa a destruição e a frustração causadas pelas ações humanas no Cerrado. Essa emoção nos lembra da necessidade de agir contra as queimadas, o desmatamento e a devastação dos biomas brasileiros. A raiva, quando direcionada corretamente, pode se transformar em força para lutar pela preservação do meio ambiente, mostrando que o Cerrado é resistente, mas que precisamos protegê-lo com urgência.”

Bioma Brasileiro: Representada no contexto do Cerrado, o bioma que enfrenta grandes desafios com as queimadas e o desmatamento. A raiva reflete a destruição causada pela falta de ação para proteger esse bioma rico em biodiversidade. O fundo destaca as árvores retorcidas do Cerrado, que resistem ao fogo, e as queimadas, mostrando como as mudanças climáticas exacerbam a destruição.

Surpresa

Descrição: Surpresa tem olhos grandes e arregalados, com uma expressão facial que reflete choque e espanto. Sua boca ligeiramente aberta enfatiza a ideia de surpresa diante de algo inesperado. O cabelo é longo e fluido, movimentando-se como se estivesse suspenso no ar, representando a volatilidade da emoção. Suas roupas em tons de azul e prata remetem à fluidez e à imprevisibilidade, simbolizando a capacidade da surpresa de surgir repentinamente. A postura corporal é aberta, como se ela estivesse prestes a reagir a uma mudança súbita no ambiente ao seu redor.

Área Neuroanatômica: Córtex sensorial. O tálamo é responsável por processar informações sensoriais e enviá-las ao córtex sensorial, que interpreta essas informações. Esses dois centros cerebrais desempenham um papel importante na percepção de estímulos novos e inesperados, ativando o estado de alerta quando somos surpreendidos.

Neurotransmissor: A dopamina está intimamente ligada à surpresa, pois é um neurotransmissor associado à expectativa e à resposta a eventos inesperados. Ela ajuda a preparar o cérebro para aprender com novos estímulos, aumentando a atenção e o foco em situações surpreendentes.

Texto para Oficina: “Surpresa representa a natureza inesperada e mutável do Pantanal. Assim como a emoção de ser surpreendido, o Pantanal pode mudar drasticamente de uma fase seca para uma inundada, e os eventos climáticos extremos tornam essas transformações cada vez mais frequentes. A surpresa nos ensina a estar atentos às mudanças rápidas no ambiente e a nos adaptarmos de forma ágil para enfrentá-las.”

Bioma Brasileiro: Representada no contexto do Pantanal, um bioma marcado por mudanças dramáticas e rápidas, como as enchentes inesperadas e variações sazonais. Surpresa destaca os eventos climáticos extremos que afetam o Pantanal, como as inundações súbitas causadas por chuvas intensas, que transformam a paisagem de forma radical e inesperada. O fundo retrata o Pantanal passando de uma fase seca para uma fase alagada, capturando o dinamismo e a imprevisibilidade desse bioma.

Nojo

Descrição: Nojo apresenta uma expressão de repulsa intensa, com o nariz franzido e os olhos semicerrados, como se estivesse tentando evitar algo desagradável. A boca é levemente curvada para baixo, e seu corpo está em uma postura defensiva, como se estivesse tentando afastar-se do que a incomoda. Seu cabelo é longo, solto e emaranhado, refletindo uma resistência natural contra o contato com o que a rodeia. Suas roupas são simples, com tons de verde escuro e marrom, representando a terra e a natureza. Essas cores simbolizam sua conexão com o meio ambiente e o desagrado frente à destruição e poluição.

Área Neuroanatômica: Córtex insular. Esta região cerebral é responsável por processar sensações viscerais e emoções como nojo, associando o reconhecimento de estímulos desagradáveis com a percepção corporal de repulsa.

Neurotransmissor: Embora geralmente associada ao bem-estar, a serotonina desempenha um papel no controle das reações de aversão, ajudando a regular o comportamento de evitar estímulos potencialmente prejudiciais ou tóxicos.

Texto para Oficina: “Nojo simboliza a aversão que sentimos diante da poluição e do lixo que invadem os manguezais, comprometendo não apenas esse ecossistema vital, mas também a saúde dos oceanos e das comunidades que dependem desses ambientes. Sua expressão de repulsa nos faz refletir sobre o impacto das nossas ações no meio ambiente e como a preservação é essencial para evitar danos irreparáveis.”

Bioma Brasileiro: Nojo é representada no contexto dos Manguezais, que são ecossistemas delicados e altamente vulneráveis à poluição e ao descarte de lixo. A personagem reflete o impacto negativo da contaminação dos manguezais, um bioma fundamental para o equilíbrio costeiro e para a vida marinha. O cenário ao fundo destaca as águas escuras e poluídas com lixo e resíduos, retratando a repulsa frente à degradação ambiental causada pela ação humana.

Medo

Descrição: Medo é esguio, com uma expressão de pavor evidente. Seus olhos estão arregalados, e sua postura é retraída, com os ombros tensos e o corpo levemente curvado, como se estivesse pronto para se afastar de uma ameaça iminente. Seu cabelo é curto e desarrumado, e ele usa roupas em tons de cinza e azul escuro, que refletem a sensação de medo e insegurança. A combinação de sua expressão e postura mostra a constante vigilância e estado de alerta que caracterizam essa emoção.

Área Neuroanatômica: Hipotálamo, responsável por coordenar a resposta ao medo, ativando o sistema nervoso autônomo, que prepara o corpo para a ação rápida em situações de perigo, como a resposta de “luta ou fuga”.

Neurotransmissor: Adrenalina, o principal neurotransmissor associado à resposta ao medo, que aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial e prepara o corpo para reagir a uma ameaça imediata.

Texto para Oficina: “Medo nos alerta sobre a vulnerabilidade da Mata Atlântica, especialmente diante de eventos climáticos extremos, como tempestades e ventos fortes. Assim como o medo ativa nosso corpo para nos proteger em situações de perigo, a preservação desse bioma é essencial para reduzir os impactos desses fenômenos. Medo nos lembra da importância de agir rapidamente para proteger a biodiversidade e o equilíbrio ecológico, antes que seja tarde demais.”

Bioma Brasileiro: Medo é representado no contexto da Mata Atlântica, especificamente durante tempestades intensas e outros eventos climáticos extremos. O cenário destaca a densa vegetação da Mata Atlântica, balançando violentamente sob chuvas torrenciais e ventos fortes, ilustrando o impacto do medo diante de fenômenos climáticos que estão se tornando cada vez mais frequentes e destrutivos devido às mudanças climáticas.

 Tristeza

Descrição: Tristeza é representada com uma postura caída, os ombros inclinados para frente e a cabeça levemente abaixada, como se estivesse sobrecarregada pela emoção. Seus olhos estão marejados de lágrimas, e sua expressão facial mostra melancolia profunda. Ela usa roupas em tons de azul escuro e cinza, que simbolizam a sensação de perda e desesperança. O cabelo é comprido e solto, reforçando a imagem de abandono e solidão que a tristeza evoca.

Área Neuroanatômica: Hipocampo, uma região do cérebro associada à memória e à regulação emocional. O hipocampo tem um papel importante no processamento da tristeza, especialmente em situações de perda e em lembranças que evocam emoções tristes.

Neurotransmissor: Serotonina, que está intimamente ligada ao humor e ao controle das emoções. Níveis baixos de serotonina estão associados à tristeza e à depressão, sendo um dos principais neurotransmissores envolvidos nas respostas emocionais de tristeza.

Texto para Oficina: “Tristeza nos lembra da fragilidade da Caatinga, que sofre com a seca e a desertificação. Assim como a emoção nos faz sentir uma profunda sensação de perda, a desertificação da Caatinga representa uma perda significativa para o meio ambiente e para as comunidades que dependem desse bioma. A tristeza também nos convida a refletir sobre a importância de restaurar essas áreas e buscar soluções para proteger a biodiversidade da Caatinga.”

Bioma Brasileiro: Tristeza é representada no contexto da Caatinga, um bioma árido e frequentemente afetado pela seca e desertificação. O cenário de fundo mostra uma paisagem desolada, com plantas secas e rachaduras no solo, simbolizando a degradação ambiental e a perda de vitalidade. Esse bioma, sujeito a condições climáticas extremas, serve como uma metáfora para a sensação de tristeza diante da devastação ambiental e da vulnerabilidade das regiões afetadas.

Crueldade (Alegria + Raiva)

Descrição: Crueldade tem uma expressão sarcástica e fria, com um sorriso que parece forçado, mas carrega uma ponta de desprezo e ironia. Seus olhos são penetrantes, sugerindo uma satisfação cruel com a destruição ao seu redor. Ele tem uma postura confiante e imponente, transmitindo a ideia de controle e indiferença diante do sofrimento ou da destruição. Veste roupas em tons de cinza e vermelho, que refletem tanto a intensidade da raiva quanto o tom impiedoso da alegria em sua forma distorcida.

Área Neuroanatômica: Córtex orbitofrontal, uma região do cérebro associada à tomada de decisões e à regulação de comportamentos sociais, mas que também está envolvida na avaliação de recompensas e punições, podendo estar relacionada com comportamentos antissociais ou de indiferença.

Neurotransmissores: A dopamina está envolvida no sistema de recompensas e prazer, o que contribui para a satisfação fria e sarcástica, enquanto a norepinefrina intensifica o estado de alerta e a impulsividade, reforçando a agressividade e o controle impiedoso que caracterizam a crueldade.

Texto para Oficina: “Crueldade representa a satisfação distorcida diante da destruição do Cerrado. A mistura de raiva e uma alegria perversa reflete como, muitas vezes, o progresso econômico e a exploração ambiental são tratados com indiferença, sem considerar os danos irreversíveis ao meio ambiente. O bioma Cerrado, cada vez mais devastado pela agricultura, é o símbolo dessa crueldade ambiental que sacrifica a biodiversidade em prol de interesses imediatos.”

Bioma Brasileiro: Crueldade é representado no contexto do Cerrado devastado pela agricultura, onde vastas áreas foram desmatadas para dar lugar a monoculturas e outras atividades agrícolas. O fundo mostra um cenário de destruição, com solo árido e árvores derrubadas, simbolizando a indiferença humana diante da destruição ambiental por interesses econômicos. A personagem representa a crueldade com que a natureza é tratada, com a alegria superficial de progresso e a raiva impiedosa da devastação.

Horror (Nojo + Medo)

Descrição: Horror tem uma expressão de pavor, com olhos arregalados e boca aberta em choque, refletindo uma combinação de medo e repulsa. Sua postura está tensa e retraída, como se estivesse se afastando de algo terrível. Ele veste roupas em tons de cinza e branco, simbolizando o frio e a desolação do gelo derretendo. Seu cabelo é curto e levemente desarrumado, representando o impacto emocional causado pela percepção de uma catástrofe iminente.

Área Neuroanatômica: A amígdala é crucial para o processamento de emoções intensas, como o medo e o nojo, enquanto o córtex insular integra as sensações viscerais de repulsa e aversão, conectando-as à percepção emocional.

Neurotransmissor: Cortisol, o principal hormônio relacionado ao estresse, que aumenta em situações de medo extremo e perigo. O cortisol prepara o corpo para uma resposta imediata a ameaças percebidas, intensificando a sensação de horror e desespero.

Texto para Oficina: “Horror representa o sentimento de impotência e pavor diante do derretimento das geleiras e do aquecimento global. A combinação de medo e nojo reflete o impacto das mudanças climáticas, que alteram de forma irreversível o equilíbrio ecológico do planeta. Horror nos lembra da urgência de tomar medidas drásticas para impedir que essas catástrofes ambientais continuem a se agravar.”

Bioma Brasileiro: Horror é representado no contexto do derretimento das geleiras, causado pelo aquecimento global. O cenário de fundo mostra grandes blocos de gelo se desfazendo e caindo no oceano, simbolizando a destruição irreversível que o aquecimento global causa nos polos e no equilíbrio climático global. Essa imagem evoca o sentimento de horror diante da incapacidade de controlar ou evitar a catástrofe iminente que ameaça o planeta.

Êxtase (Alegria + Surpresa)

Descrição: Êxtase é representado com uma expressão de euforia, com um sorriso largo e olhos brilhantes que expressam uma mistura intensa de alegria e surpresa. Seu corpo está ereto e inclinado levemente para frente, como se estivesse absorvendo uma experiência de felicidade transcendental. Ele veste roupas em tons de verde claro e amarelo, cores que evocam energia e vitalidade, representando a explosão de sentimentos positivos. O cabelo é curto e bem penteado, com uma leveza que reflete o espírito de êxtase.

Área Neuroanatômica: Núcleo Accumbens, uma área central do cérebro associada ao sistema de recompensas, responsável pelo processamento de prazer, motivação e recompensas. O núcleo accumbens está fortemente envolvido nas experiências de euforia e êxtase, especialmente quando ocorre uma surpresa agradável.

Neurotransmissor: Dopamina, o neurotransmissor primário responsável pela sensação de prazer, recompensa e motivação, liberado em abundância durante momentos de êxtase e felicidade intensa.

Texto para Oficina: “Êxtase representa o sentimento de euforia que experimentamos ao presenciar a beleza inesperada de uma floresta em flor. Essa combinação de alegria e surpresa nos conecta com o esplendor da natureza e nos lembra da importância de preservá-la para continuarmos a desfrutar de suas maravilhas. O êxtase da natureza florescendo é uma metáfora para a satisfação que sentimos ao vivenciar momentos extraordinários e únicos.”

Bioma Brasileiro: Êxtase é representado no contexto de uma floresta em flor, simbolizando o renascimento e a exuberância da natureza. O cenário de fundo destaca árvores e plantas com flores coloridas e vibrantes, representando o esplendor da Floresta Atlântica no auge de sua biodiversidade, evocando a sensação de maravilha e deslumbramento diante de tanta beleza. O contraste entre a alegria de uma floresta cheia de vida e a surpresa da floração intensa é uma metáfora para o êxtase emocional.

Desapontamento (Tristeza + Surpresa)

Descrição: Desapontamento tem uma expressão de resignação, com o olhar baixo e uma postura relaxada, como se tivesse aceitado uma situação frustrante. Seu semblante mistura tristeza e surpresa diante da impotência frente à destruição de seu ambiente. Ele está sentado em uma cadeira de rodas, refletindo a ideia de limitação, mas também de superação diante das adversidades. Suas roupas são simples, em tons de azul claro e cinza, simbolizando a conexão com a água e o impacto das mudanças climáticas na costa.

Área Neuroanatômica: Córtex Cingulado Anterior, uma região do cérebro associada ao processamento emocional e à resposta a situações de conflito e frustração. Esta área está envolvida na percepção de emoções mistas, como a surpresa e a tristeza diante de uma situação desfavorável.

Neurotransmissor: Serotonina, que regula o humor e está fortemente associada à sensação de resignação e desapontamento. Níveis baixos de serotonina estão relacionados à depressão e à dificuldade em lidar com emoções negativas.

Texto para Oficina: “Desapontamento reflete a sensação de perda e surpresa diante da erosão costeira, um processo acelerado pelo aumento do nível do mar. Assim como a emoção, o bioma costeiro sofre com a destruição contínua, representando a frustração de ver algo precioso ser arruinado lentamente. A resiliência, no entanto, também está presente, simbolizada pela capacidade de adaptação e superação das adversidades.”

Bioma Brasileiro: Desapontamento é representado no contexto de uma costa erodida pelas águas dos rios e mar, onde o avanço das águas e a destruição das praias e margens costeiras refletem o impacto do aumento do nível do mar. O cenário de fundo mostra uma costa desgastada pela erosão, com áreas de terra desmoronando no mar, simbolizando a perda irreparável das paisagens costeiras devido às mudanças climáticas. A seca dos rios também pode resultar na erosão de suas margens, causando mudanças dramáticas em seus leitos e destruição das áreas adjacentes.

Eca (Alegria + Nojo)

Descrição: Eca tem uma expressão contraditória, com um sorriso forçado, mas, ao mesmo tempo, uma sensação de repulsa. Seus olhos estão semicerrados e o nariz levemente franzido, como se estivesse tentando esconder seu desconforto, apesar de estar aparentemente feliz. Ela veste roupas em cores vibrantes, como amarelo e rosa, que remetem à alegria, mas sua linguagem corporal transmite desconforto e hesitação, como se estivesse em uma situação que a desagrada.

Área Neuroanatômica: Córtex Insular, que processa sensações de nojo, e Sistema de Recompensa (relacionado à alegria), simbolizando a dualidade dessa emoção.

Neurotransmissor: Dopamina e Serotonina, que atuam em conjunto para criar uma mistura de prazer e aversão. A dopamina reforça a sensação de recompensa, enquanto a serotonina regula o desconforto e a aversão associados ao nojo.

Texto para Oficina: “Eca representa a combinação de uma alegria forçada diante de algo que claramente provoca repulsa. No contexto dos lixões e das áreas poluídas, a emoção reflete a contradição entre a satisfação superficial e a realidade tóxica e desagradável que está à nossa volta. Eca nos lembra que, mesmo em meio à diversão ou ao conforto, é importante reconhecer o impacto ambiental negativo que certas práticas podem gerar.”

Bioma Brasileiro: Eca é representada em um ambiente de lixões ou áreas urbanas poluídas, onde a mistura de cores e a presença de lixo e detritos refletem a contradição entre alegria e nojo. O fundo destaca montanhas de lixo, com resíduos coloridos, mas com um ambiente claramente desagradável, mostrando a tensão entre a felicidade superficial e a repulsa pelo ambiente sujo e tóxico.

Desconforto (Tristeza + Nojo)

Descrição: Desconforto é representado com uma expressão facial de preocupação, com sobrancelhas levemente franzidas e olhos expressivos que refletem tristeza. Sua boca está em uma linha reta, transmitindo a sensação de nojo. A linguagem corporal é aberta, mas tensa, como se estivesse passando por dificuldades ou tentando se conectar com alguém que está passando por problemas. Desconforto é um jovem que veste roupas simples e em tons neutros, como azul claro ou cinza, que transmitem uma sensação de tristeza e nojo.

Área Neuroanatômica: Córtex Cingulado Anterior, que está envolvido na percepção da dor e na regulação das emoções, especialmente em contextos de empatia e sofrimento.

Neurotransmissores: Ocitocina e serotonina. A ocitocina está relacionada à empatia e ao vínculo social, enquanto a serotonina ajuda a regular o humor e as emoções, promovendo uma sensação de compreensão e suporte emocional.

Texto para Oficina: Desconforto representa a mistura de tristeza e nojo ao se deparar com situações de sofrimento ou degradação, seja no âmbito pessoal ou ambiental. Essa emoção reflete uma combinação complexa de empatia com o sofrimento alheio e uma sensação de repulsa diante das injustiças e dos danos observados. A expressão facial de “Desconforto” apresenta sobrancelhas levemente franzidas e olhos tristes, enquanto a boca permanece em uma linha reta, transmitindo o incômodo profundo.

Bioma Brasileiro: Desconforto é representado em um ambiente que evoca empatia, como uma área rural afetada por dificuldades, onde a natureza é bonita, mas visivelmente impactada por problemas sociais, como pobreza ou desnutrição. O fundo pode incluir imagens de pessoas em situações de necessidade ou uma paisagem que simbolize a luta e a resiliência.

Tema da semana de 2023: Ciências básicas para o desenvolvimento sustentável. 

Nosso tema: Neurossustentabilidade e uma mentalidade sustentável.

Resumo:

A neurossustentabilidade está ligada à nossa capacidade de agirmos sem termos que pensar em sermos econômicos, mas, mesmo assim, atuando naturalmente de forma sustentável e natural. É necessário que processos como a neuroplasticidade sejam trabalhados a partir de nossas experiências de vida, evitando o desperdício (material, energético ou de tempo), assim como a sobrecarga e o excesso de informações, sempre com o propósito de aprendermos a projetar um mundo mais sustentável por meio de ações inteligentes. Assim, comprar ou não comprar, eis a questão? Não apenas comprar, mas, como no original, “ser ou não ser”: tudo passa por decisões e escolhas que fazemos. “Eu preciso realmente comprar isso ou fazer aquilo?”. Nesse sentido, surge o conceito de Mentalidade Sustentável (MS), permeado pela visão de que as decisões e escolhas que tomamos dependem de nossas experiências e da construção de uma consciência responsável e sustentável. Por meio de uma MS, trabalhamos para gastar menos tempo e energia em nossas tomadas de decisão e realizações, das mais simples às que resultarão na conquista de prêmios como o Nobel ou o Grammy. Tempo e energia são de grande valor e finitos, o que implica em pensar, antes de desperdiçá-los. Iremos trabalhar a temática proposta por meio de 2 oficinas práticas que ilustram: (1) a organização funcional do córtex cerebral, para conhecer melhor o papel do sistema nervoso na neurossustentabilidade; e (2) como a tomada de decisões e o desenvolvimento de estratégias podem contribuir para uma mentalidade sustentável.

Algumas observações:

  • O que o ambiente influencia no comportamento, educação e na genética (cognitivo e percepção e motor)
  • Na definição de mentalidade sustentável, o curta-metragem Ilha das Flores se encaixa bem para um melhor entendimento. (Neurocine da semana da SNCT). 
  • ChatGPT (relacionar filme “tal” com neurociências)
  • Desenvolvimento epigenético (variável pelo ambiente) e sustentabilidade.

 Por que tem que estudar?

Por que você só não pode ser usuário da tecnologia e da IA?

Não é proibir e taxar, e sim saber usar.  O uso sustentável da IA e a inserção da questão das neurociências em relação a isso.  Recursos de IA e mentalidade sustentável 

Oficinas  

  • Capacete do cérebro 
  • Sinaptris