Objetivos.
O BIOFISIOARTE tem como objetivo central estimular o diálogo entre biofísica, fisiologia, arte e história da ciência, tomando a vida e a obra de Carlos Chagas Filho como eixo articulador. Busca-se desenvolver produções artísticas autorais com fundamentação científica, histórica e estética, promover a fruição artística como via de conhecimento em divulgação científica e culminar em uma exposição física no IBCCF, posteriormente digitalizada para o acervo virtual do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (EMCCF).
Interdisciplinaridade e interprofissionalidade.
A disciplina-exposição opera explicitamente em um registro transdisciplinar, integrando memória científica, fundamentos de biofísica e fisiologia, história da ciência, artes visuais e neuroestética. Participam docentes e discentes de diferentes programas de pós-graduação (Biofísica, Fisiologia e Formação para a Pesquisa Biomédica), articulando perspectivas de pesquisadores em biociências, educação, divulgação científica e artes, o que favorece o cruzamento de linguagens e metodologias de campos distintos.
Interação dialógica: o diálogo e a troca de saberes da universidade com o público atendido.
O projeto prevê a montagem de uma exposição aberta ao público no espaço do Café Biof e, depois, em formato virtual no EMCCF, criando um canal direto de diálogo entre a universidade e a sociedade. As obras produzidas pelos estudantes reinterpretam o legado de Carlos Chagas Filho e a biofísica em linguagem artística, funcionando como dispositivos de mediação cultural que aproximam público leigo, comunidade acadêmica e memória científica do IBCCF. A discussão pública das obras na abertura da exposição reforça essa dimensão dialógica.
Indissociabilidade ensino, pesquisa e extensão.
O BIOFISIOARTE é simultaneamente disciplina de pós-graduação e ação de extensão credenciada na PR-5/UFRJ, garantindo a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. No plano do ensino, oferece formação teórica e prática em biofísica, história da ciência e processos criativos; no plano da pesquisa, dialoga com estudos em neuroestética, arte-ciência e metodologias ativas; e, no plano da extensão, materializa-se na exposição física e no acervo virtual, difundindo o conhecimento produzido para além dos muros da universidade.
Impacto na formação do estudante.
Ao longo da disciplina, o estudante é convidado a transpor conteúdos de biofísica, fisiologia e história da ciência para o campo da criação artística, desenvolvendo competências de leitura crítica, síntese conceitual, expressão estética e mediação científica. A experiência de conceber, produzir, apresentar e expor uma obra original reforça autonomia, criatividade, capacidade de trabalho em grupo e habilidade de comunicar ciência de forma acessível, qualificando a formação acadêmica e ampliando o repertório de atuação em divulgação científica e educação em ciências.
Metodologia.
A metodologia combina aulas expositivas e problematizadoras sobre imaginário, arte-ciência e legado de Carlos Chagas Filho; visitas guiadas e análise de acervos históricos no Museu Carlos Chagas Filho; oficinas de criatividade, esboço e conceituação das obras; tempo supervisionado para produção artística individual ou em grupo; dinâmicas coletivas de brainstorming e curadoria colaborativa; e montagem expositiva com avaliação pública das obras. A avaliação contempla participação nas atividades, coerência entre proposta artística e fundamentos científicos/estéticos, apresentação oral da obra e elaboração de relatório reflexivo, consolidando o percurso formativo do aluno.
